quarta-feira, 10 de março de 2010

BRASIL LIDERA O NÚMERO DE MORTES VIOLENTAS DE HOMOSSEXUAIS




VIOLÊNCIA

Dos 195 crimes de 2009, 25 ocorreram na Bahia e 25 no Paraná
A TARDE, 5-3-2010
BIAGGIO TALENTO


O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em
2009, segundo o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT),
elaborado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) e divulgado ontem: foram 195 mortos
por motivação homofóbica no País, fora os três travestis mortos na Itália,
elevando a estatística para 198, nove casos a mais do que em 2008. Conforme
o GGB, o Brasil lidera o número de mortes violentas de homossexuais,
vencendo, de longe, o México (país conhecido pelo seu machismo), que
registrou 35 casos no ano passado, e os Estados Unidos, com 25.

Entre os estados, a Bahia e o Paraná estão no topo da lista dos
assassinatos, com 25 casos cada um. Por outro lado, a capital paranaense,
Curitiba, bate a baiana em número de mortes de homossexuais em 2009,
firmando-se como a metrópole brasileira mais homofóbica: 14 homicídios -
contra 11 de Salvador. O estado de Pernambuco, que liderava a estatística
nos últimos anos, caiu para quarto lugar em número de assassinatos, com 14
casos, o mesmo número de São Paulo (com população cinco vezes maior que a de
PE) e Minas Gerais. Alagoas é, proporcionalmente, o Estado mais violento
para a comunidade LGBT: 11 mortes para três milhões de habitantes, o que o
GGB considera surpreendente, se comparado com o Rio de Janeiro, onde foram
registrados oito homicídios. O Rio tem uma população cinco vezes maior que a
de Alagoas.

O levantamento, único do gênero no Brasil, é realizado com a coleta de
informações de crimes contra homossexuais veiculados nos meios de
comunicação, pois, de acordo com o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB,
não existem estatísticas oficiais sobre crimes contra homossexuais no País.

"Estes números são apenas a ponta de um iceberg de sangue e ódio. Sem
estatísticas governamentais sobre crimes de ódio, nos baseamos em notícias
de jornal e internet, uma amostra assumidamente subnotificada" , declarou.

O GGB documentou, de 1980 a 2009, 3.196 assassinatos de homossexuais no
Brasil, sendo 18% na década de 80, 45% nos anos 90 e 37% (1.366 casos) a
partir de 2000.

A entidade aproveitou a divulgação do relatório para cobrar do presidente
Lula "mais ação e menos blá-blá-blá" no combate à homofobia.

DADOS SOBRE CRIMES EM TODO O PAÍS

1] Dos 198 mortos em 2009, 117 eram gays (59%), 72 travestis (37%) e 9
lésbicas (4%)

2] O Nordeste registrou 39% das mortes; 21% no Sudeste; 15% no Sul; 14% no
Centro-Oeste; 10% no Norte

3]39% dos crimes foram cometidos nas capitais; 61%, no interior

4] 41% tinham até 29 anos 

FONTE: GRUPO GAY DA BAHIA

domingo, 31 de janeiro de 2010

BLOCO "SEM PRECONCEITO" & "PIRULITO" JUNTOS NO COMBATE A AIDS EM SJDR



AQUI O CARNAVAL NÃO COMBINA COM AIDS  PLASTIFIQUE SEU DOCUMENTO!!!!

 
VENHA SE JOGAR NO CARNAVAL EM SÃO JOÃO DEL REI!!!!

Concentração dos blocos: 11 Fevereiro - 21h - Largo Tamandaré
São João del Rei - MG

INFO: (32) 8806-0341



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Economia Slidária: Uma Alternativa ao Atual Sistema de Mercado

O atual sistema de mercado que predomina em vários países é o Capitalismo - que é o sistema econômico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção e pela liberdade de iniciativa dos próprios cidadãos. Assim, a produção e distribuição são determinadas pelo mercado e os preços pelo jogo da oferta e procura. Os proprietários dos meios de produção compram a mão-de-obra (assalariamento) para produção de bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro.
As trocas no sistema capitalista se dá através de um instrumento monetário que no Brasil denomina-se Real. O Real, moeda oficial do Brasil, traz consigo uma outra característica fundamental do Capitalismo - a acumulação de riqueza. A moeda oficial, além de sua função de intermediadora de trocas ela também serve como instrumento de poupança. O capitalismo foi e é o responsável por diversas conseqüências ecossocioeconomicas como: aumento das desigualdades sociais, do desemprego, degradação do meio ambiente entre outras.
A Economia Solidaria, que "é um modo de organizar atividades econômicas de produção, consumo, poupançon/credito que almeja completar as igualdades de direitos entre os que se engajam nestas atividades (SINGER, 2003)," surgiu como uma alternativa ao atual sistema econômico e suas consequências socioeconômicas.
Nessa nova economia os empreendimentos são autogestionários, ou seja, todas as decisões são tomadas pelos membros ou por pessoas eleitas que os representam. A economia solidaria tem em vista a extinção da divisão de classes, estabelecendo uma economia não capitalista com participação de todos associados por igual. Segundo Euclides Mance, a economia solidária se consolida em práticas de produção centrada na solidariedade, visando sempre a distribuição da riqueza dentro de uma mesma comunidade, com a premissa de criar postos de trabalho e aumentar a renda das pessoas. Cabe ressaltar que empreendimentos solidários se desenvolvem, primordialmente, em pequenas comunidades, pois para o êxito desses empreendimentos é preciso desenvolver a confiança entre os associados. As trocas na economia solidária podem ser diretas – (re) surgindo o escambo, ou pode ser efetuada através das moedas sociais. As Moedas Sociais são criadas pelos próprios sócios e servem para intermediar as trocas, porem aqui as moedas não exercem a função de acumulo de capital (como no sistema capitalista) pois só são validas na comunidade e não incorporam os juros.
Iniciativas solidarias contribuem para a geração de renda e emprego que melhoram os padrões da qualidade de vida e bem-estar social.

Nos próximos artigos falaremos como se estrutura um empreendimento solidário e de que maneira eles contribuem para geração de renda e emprego.